Uma vítima de violação tinha pedido que o juiz fosse afastado do processo. Ela assegurou que ele ressonava logo que ela testemunhava contra o seu agressor, em Novembro de 2003. Na altura, as autoridades judiciais tinham divulgado um comunicado no qual se lia que o juiz sofria de apneia do sono, o que explicava as suas sonecas durante o dia.
A contas disso, já era conhecido como o juiz dorminhoco depois de se deixar dormir diariamente no decurso de um processo de sete dias em Dezembro de 2003, segundo o mesmo jornal. As testemunhas contaram que os advogados tossiam ou deixavam cair um objecto para acordar discretamente o magistrado durante as audiências.
Sete sessões, no decurso das quais o juiz adormeceu em momentos cruciais, estão a ser actualmente revistas, precisou o Procurador, frisando que, até ao momento, nenhuma injustiça tinha sido cometida.
Mas o verdadeiro campeão de sonecas em actos oficiais foi o Dr. Mário Soares!